terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Satélite irá limpar o espaço

Fonte: ESA | NASA | Image Science & Analysis Laboratory, Johnson Space Center | Analytical Graphics, Inc. 

A Terra está cercada por uma nuvem de mais de meio milhão de pedaços de lixo espacial, de foguetes do tamanho de autocarros até lascas de tinta. Mas, orbitando a velocidades incríveis, qualquer pedacinho pode ser um perigo para as operadoras de satélite, ameaçando até a Estação Espacial Internacional. Impõe-se a tomada de medidas para controlar este mal.
Todas as vezes que dois objetos colidem, transformam-se em milhares de outros. Para combater esta crescente dor de cabeça, cientistas suíços e engenheiros anunciaram o lançamento da CleanSpace One, um projeto para construir o primeiro dos satélites de limpeza, que irão ajudar a limpar o espaço.
Uma vez que, quantos mais restos se acumulam, mais colisões entre satélites e lixo são esperadas, gerando um efeito em cadeia.
O CleanSpace One está sendo desenvolvido no Centro Espacial Suíço. O desafio é o sistema que vai segurar um objeto que gira ao redor da Terra a 28 mil quilómetros por hora.
Achamos interessante partilhar esta crescente preocupação em combatermos o lixo que produzimos, tomando responsabilidade desta forma pelos nossos atos, em vez dos ignorarmos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Planeta “dá cambalhota” sobre seu próprio eixo

   A cerca de 40 anos-luz da Terra, está em andamento um fenómeno espacial muito pouco estudado. Um planeta, quatro vezes maior do que Júpiter, modifica completamente o seu eixo de rotação ao longo de milhões de anos, dando uma “cambalhota” em torno de si mesmo. E a força desse distúrbio leva outros quatro planetas a fazer o mesmo em suas órbitas.
    Isso acontece na constelação de Câncer, na qual se encontra uma estrela chamada de “55 Cancri A”. Em torno desta estrela, que tem tamanho e massa muito semelhantes às do nosso sol, orbitam cinco planetas, ordenados da letra “b” à letra “f”. O maior desses planetas, que orbita a uma maior distância da estrela, é o “55 Cancri d”.

CREDIT: Jason Rowe, NASA Ames and SETI Institute and Prof. Jaymie Matthews, UBC 

   Através de observações telescópicas e mais de 450 simulações feitas por computador, astrónomos mapearam o passado de milhões de anos do sistema solar da estrela “55 Cancri A”. Conforme apuraram nas observações, não houve mudanças significativas na órbita dos planetas ao longo desse período, mas sim no eixo deles.
    Uma estrela “vizinha” da “55 Cancri A” está localizada a cerca de 1.100 vezes a distância entre a Terra e o sol, e mesmo assim um sistema afeta no campo gravitacional do outro. Os cientistas acreditam que seja esta influência que leva o maior planeta, o “55 Cancri d”, a rolar sobre si mesmo, mudando o próprio eixo, com o passar do tempo.
   Os planetas que orbitam em diâmetros inferiores, mais próximos da estrela central, sofrem impacto direto dessa mudança de eixo. O movimento da “55 Cancri d” é executado com tamanha força que arrasta os demais planetas ao mesmo movimento de dar cambalhotas sobre seus próprios eixos. É um caso incomum de sistema no qual as órbitas são regulares, mas os eixos de rotação mudam constantemente. 


Se as peripécias gravitacionais como esta acontecem em outros sistemas planetários, isto reforça a tese de que o Sistema Solar também já passou por isto. As simulações apontam para um quinto gigante gasoso, que acabou expulso do Sistema Solar por fenómenos gravitacionais.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Elaboração de uma carta topográfica

    No âmbito da disciplina de geologia elaborámos uma carta, a qual possui elementos como linhas de água, pontos cotados, vértices geodésicos, curvas de nível. A seguir apresentamos os vários passos:

Carta inicial



Após o filtro.
Elaboração de uma moldura.

Após traçarmos as curvas de nível.

Após os pontos cotados e vértices geodésicos.

















Linhas de água.


















Depois de colocarmos os restantes elementos de uma carta topográfica.
Resultado final.
   
Esperamos que com este post, vos tenhamos esclarecido os passos no processamento de uma carta topográfica, tal como este acréscimo de conhecimento vos seja útil para o futuro. O programa que utilizamos foi o inkscape, que é um software gratuito e fácil de trabalhar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dentro da Nebulosa da Águia

Fonte: [NASA]
Em 1995, uma famosa foto feita pelo Hubble mostrou os Pilares da Criação, colunas de formação de estrelas feitas de gás frio e poeira, com anos-luz de comprimento e localizadas na M16, a Nebulosa da Águia, na imagem acima.
    Esta imagem, colorida digitalmente, revisita este berçário com dados de imagens obtidas pelo Observatório Espacial Herschel e pelo Telescópio Espacial XMN Newton. Não é impressionante a realidade exterior ao nosso mísero planeta?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As belas fotos dos vencedores do Concurso de Fotografia Ocean Art

Esse ano, o Ocean Art Photo Contest, um concurso de fotografia sobre o oceano que conta com várias categorias, apresentou fotógrafos incríveis de mais de 50 países.
Os juízes anunciaram recentemente os vencedores. Há pelo menos quatro vencedores em cada uma das 12 categorias, com 52 prêmios totalizando mais de 150 mil reais.
Segundo os juízes do concurso, as escolhas foram bastante difíceis devido à alta qualidade das imagens.
O fotógrafo mundialmente famoso e juiz do concurso Martin Edge disse: “Este ano, o julgamento foi muito apertado, devido a tantas imagens fantásticas. Depois de muita discussão, acordos e desacordos, sentimos que os vencedores realmente se destacaram. Para mim, a categoria ‘Best of Show’ foi a foto mais impressionante de toda a coleção”. Best of Show foi uma fotografia grande-angular de várias arraias, tirada por Tobias Friedrich da Alemanha.
Outras imagens espantosas incluem enguias, focas-leopardo e lulas. As categorias “Portrait”, “Wide-angle”, “Macro” e “Marine life behavior” (retrato, grande angular, macro e comportamento de vida marinha) foram categorias particularmente fortes com muitas fotos boas. Como os juízes não conseguiam se decidir pelas melhores, resolveram atribuir um 5º lugar nestas 4 categorias. Confira alguns vencedores:


 “Best of show”
Foto: Tobias Friedrich, com “Manta Madness”, tirada nas Maldivas.


 Coldwater
Foto: Lill Haugen, com “Frozen Fjord”, tirade em Olso, Noruega
 Marine Life Portrait
Foto: Luis Miguel Cortes Lozano, com “Twins”, tirada nas Ilhas Canárias

 Marine Life Behavior
Foto: Nataliya Chervyakova, com “Hunting Leopard Seal”, tirada na Antártica

 Nudibranch
Foto: Salvatore Ianniello, com “Che Bel Riparo”, tirada no mar Mediterrâneo

      Veja mais fotos e vencedores em Ocean Art Photo Contest.


      O nosso planeta é lindo, e saber que no fundo do oceano também existe beleza é algo sensacional. Algumas das imagens, especialmente a última, tornam difícil de acreditar a sua origem.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Água da Terra pode ter vindo, em parte, de cometas

O Cometa Hartley 2 contém mais água parecida com a encontrada na Terra do que qualquer outro cometa que conhecemos.
Um estudo utilizando o telescópio espacial Herschel mediu a fração de deutério, um tipo raro de hidrogênio, presente na água do cometa.
Assim como os nossos oceanos, a água tinha a metade da quantidade de deutério visto em outros cometas. O resultado dá a ideia de que grande parte da água da Terra poderia ter vindo de impactos com cometas. E haja cometa!
Alguns milhões de anos após sua formação, a Terra primitiva era rochosa e seca. O mais provável é que algo tenha trazido a água que cobre a maior parte do planeta hoje.
A água tem uma espécie de impressão digital molecular a partir da quantidade de deutério que ela contém, e a medição desse elemento foi feita em apenas cerca de meia dúzia de cometas – e todas eles têm demonstrado uma fração de deutério que é o dobro dos oceanos.
Asteroides dão origem à meteoros e meteoritos que chegam à Terra, o que faz com que seja mais facilmente estabelecida a sua fração de deutério.
O material de meteoritos tem aproximadamente a mesma proporção de deutério que os oceanos da Terra contêm. Por isso, a suposição foi de que, se a água veio de outro lugar, ela chegou de asteroides.
Até agora, todos os cometas medidos foram os chamados objetos da Nuvem de Oort, que acredita-se que tenham sido formados no início da história do sistema solar, na região dos planetas gigantes Netuno e Urano, e chutados a uma grande distância, esbarrando com eles mesmos e com outros planetas.
O Cometa Hartley 2 é o primeiro objeto do Cinturão de Kuiper a ser submetido a uma análise de deutério. Os objetos desse Cinturão foram formados não muito longe do nosso sistema solar e os cometas que lá se originaram têm órbitas muito mais curtas do que as da Nuvem de Oort.
Uma equipe internacional usando o telescópio Herschel descobriu que ele tinha uma fração de deutério muito mais próxima dos nossos oceanos.
A descoberta abriu a possibilidade de que os cometas pelo menos contribuíram para o nosso abastecimento de água.
Mas resposta ainda não é definitiva, já que muito do que acreditamos ter acontecido no sistema solar é baseado em modelos de computador. Esses modelos podem necessitar de ajustes à luz de novas provas e de mais estudos para avaliar se muitos objetos do Cinturão de Kuiper são como Hartley 2.
Se os cometas de órbita curta forem como este, então essa pode ser uma fonte significativa de nossa água.
Os pesquisadores argumentam que o resultado mostra que a distinção entre as potenciais fontes de água deve ser feita. No passado, os cientistas pensavam que asteroides e cometas eram classes de corpos completamente diferentes. Agora, vários novos resultados mostram que os dois são irmãos e irmãs primitivos.
Esta nova visão muda, pelo menos, a semântica da questão sobre a origem da água da Terra. A questão torna-se mais técnica: a partir de qual região e por qual mecanismo dinâmico vieram os objetos que trouxeram água para a Terra?
Os investigadores concordam que as novas tecnologias de telescópios é que serão, em breve, capazes de resolver estas questões. 
Fonte:[BBC]

Os cometas são feitos de água. Estes não pararam aqui mas caíram às toneladas por minuto. No início da formação do sistema solar, logo depois que o Sol se formou, um disco de gás e poeira formou os planetas, e havia triliões de blocos de gelo, que foram puxados pela gravidade solar em direção aos planetas, e acabando por cairndo e formando os mares.
Nos cometas também existem compostos orgânicos, de onde se suspeita tenha vindo grande parte das moléculas orgânicas que acabaram gerando a vida neste planeta.
O falecido Arthur Clarke descreveu em uma das suas novelas “Odisséia” uma ideia interessante para arrefecer e tornar Vénus colonizável: astronautas viajariam em direção à cintura de Kuiper, embalando os enormes icebergs flutuantes existentes em papel alumínio e dar-lhes um leve impulso, colocando-os numa trajetória tal que em algumas décadas eles cairiam sobre Vénus.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Aquecimento global 250 milhões de anos atrás causou “inferno na terra”

Terra vista do espaço.


O maior estudo já feito da extinção em massa que ocorreu na Terra no período Permiano-Triássico concluiu que o evento foi provavelmente causado por emissões catastróficas de gases do “efeito estufa”.
Ou seja, naquela época, enormes quantidades de dióxido de carbono e/ou de metano, a partir da maior erupção vulcânica da história, criaram altas temperaturas, provocando incêndios que destruíram florestas e tornaram terras férteis em desertos.
Enquanto isso, os ambientes marinhos rasos foram drenados de oxigênio.
O cataclismo matou 95% da vida marinha e 70% de toda a vida na terra. Na época do desastre, a vida estava apenas começando a ganhar impulso no planeta. Vertebrados de quatro membros estavam começando a se diversificar em grupos que incluíam anfíbios, répteis e ancestrais primitivos dos mamíferos.
A nova pesquisa se baseou em uma variedade de técnicas de datação e análise de rochas sedimentares na China e no Tibet. O estudo aponta o evento de extinção para 252,28 milhões de anos atrás.
Os cientistas acreditam que ele foi provocado por uma erupção massiva das Armadilhas da Sibéria, um sistema de vulcões no que hoje é a Rússia.
Todo o evento durou menos de 200.000 anos, com a maioria das espécies se extinguindo em um período de 20.000 anos.
Os pesquisadores disseram que o momento e o ritmo da extinção em massa indicam que ambos os ecossistemas terrestres e marinhos se colapsaram “de repente”. O rápido aquecimento global teria causado “aridez continental” e “incêndios florestais generalizados”.
Os cientistas adicionam que não estão discutindo a mudança climática moderna, mas que obviamente o aquecimento global é uma preocupação da biodiversidade hoje. “O registro geológico nos diz que ‘mudanças’ acontecem no clima o tempo todo, e deste evento de grande extinção, a vida conseguiu se recuperar”, afirmam. 
Fonte:[Telegraph]


     Quando o CO2 incomoda os interesses duma superpotência, CO2 vira fofo, algodão, amigão, suave, respirável, delicioso, tudo o que os políticos pedem à ciência para desdizer. O vilão, o mau da fita vai tornar-se uma charmosa vítima ( CO2 ).
      O próximo passo vai ser a camada de ozono. O buraco negro da via láctea a sugar o nosso protector…, mas o borbulhar de campos eléctricos e magnéticos ao redor da Terra também farão parte da acusação. Como entretanto as galáxias continuam a sua viagem sideral vão-nos dizer que é cíclico.